xanadu

(...)
- Estou certo de que consigo interessar o senhor num dos Seguros que desejo apresentar-lhe.
- Se o senhor insiste, mas tente ser breve. Estava a tentar escrever uma espécie de poema.
- Vou ser breve como a vida. Não venho aqui para tentar vender-lhe um Seguro de Vida, embora isso seja uma boa opção se quiser dar aos seus alguma segurança e conforto para o dia depois. Propunha-lhe um pacote de seguros, uma vasto naipe de seguros que contempla todos os infortúnios possíveis e imaginários, da queda de meteoritos e incêndio na casa, às lesões nos ouvidos causadas pelos gritos da Floribella. Se o senhor aderir, fica garantido nesta vida e depois dela.
- Lamento refrear-lhe o entusiasmo, mas o senhor está a perder o seu tempo.
- Nunca dou o meu tempo por perdido. Se não a si mesmo, o senhor deve ter alguém a quem queira beneficiar ou ajudar.
- Ouça-me com atenção. Eu sou um doente terminal, e não tenho família que conheça ou amigos que deseje reconhecer. Porque é que eu deveria aderir a um dos seus seguros?
- Huum! Deixe-me ver...O senhor não acha que deveria tentar assegurar o futuro do seu peixinho dourado?

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