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love on the air

A jovem desceu a rua como se caminhasse sobre nuvens, um sorriso doce no rosto, o olhar meigo a divagar pelas pessoas e pelas casas. Os desconhecidos cumprimentavam-na, vencidos pela felicidade que irradiava, e as velhotas tagarelas sorriam com as suas bocas desdentadas, velando a memória ténue das paixonetas da mocidade.
No seu regaço, levava um ramo de rosas, de pétalas vermelhas humedecidas. Fora-lhe entregue no trabalho, diante da surda inveja dalgumas colegas, entregues em mão por um moço de recados que cumpria a incubência da florista onde ela própria as tinha encomendado.
Era bom sentir-se feliz e amada no dia dos namorados.


1 comentário:

  1. "velando a memória ténue das paixonetas da mocidade."

    Muito bom!

    Que jovem esperta! Sabe que o poeta é um fingidor...

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Rainha

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