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O filho nasceu fora de tempo, na bíblica velhice dos seus pais. Decidiram que deveria ter Deus no nome, de estar cheio dele, entupido de graça e gratidão. E tinham muitos à escolha: Teoclímeno, Teófilo, Teodósio, Teófulo, Teodomiro, Teodónio. Aquele filho cresceu pleno de benção divina, mas não viveu muito, o coitado. Morreu de congestão mística quando simulava ser crucificado num cerimonial de Semana Santa.

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