Os fantasmas estão quietos, com esta chuva e a esta hora da noite não andam por aí, estão arrumados na estante da despensa entre a farinha de cozer pão e o saco de plástico com Erva de S.Roberto, ou engomados e dobrados nas gavetas da cômoda, cheirando a cânfora para não ganhar pulgas. Daí esta paz e esta solidão, este langor de água da chuva a marulhar nos telhados, esta tranquilidade absurda de objectos inertes e absolutos à minha volta. Quero que a paz vá para as urtigas. Não consigo escrever sem os meus fantasmas.

2 comentários:

  1. Também em mim a escrita se vai fazendo de uma forte relação simbiótica com os mais diversos fantasmas...

    Foi uma verdadeira surpresa encontrar aqui no teu espaço um link para o meu blog. Pelo que já pude ler do teu, só posso dizer que é uma honra para mim. Obrigado.

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  2. como eu te compreendo, neste preciso momento... piores dias virão ;)

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arenga sobre o amor

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