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marfim

Foi arrancar um dente, a tentar ocupar o espírito com as subtilezas da física quântica, uma picada na gengiva, a luz forte a iluminar o estádio das suas bactérias aguerridas enquanto uma auxiliar com olheiras dilatava a sua boca com uma calçadeira de dentista, e ele divagava devagar sobre números e conceitos cósmicos que ficavam a boiar na sua boca com a gosma que o aspirador não conseguia escoar. Quando a delicada operação terminou, fizeram-no bochechar um líquido pastoso que devia cuspir em seguida. Limpou a boca e lavou as mãos, ainda combalido por tantos esgares e repuxamemtos. A dentista pergunta-lhe trocista se precisa do dente para o entregar à fada dos dentes. A física quântica desvaneceu-se naquele momento, olhou-a como um auditor severo, e respondeu: "Só se ela me der por ele a exorbitância que a senhora vai cobrar por tê-lo arrancado".

Dicionário

                O “seu” dicionário não tinha muitas palavras, e entre estas, havia muitas quase virginais, intocadas, outras devassadas e p...