Viu dois cães debaixo das arcadas, na zona histórica da cidade. Estavam ao fresco, fugindo do sol que castigava o largo a descoberto. Olhou-os com desdém (um quase-asco). Olhavam para ele com olhos de gente, suplicantes olhos de gente. Quando ia passar ao seu lado, um deles esticou para ele a patinha e, em troca, recebeu um valente pontapé nas costelas.
- Porque é que nos estás a bater? - perguntou o companheiro - só estamos a pedir esmola!
o meu preito
-
tinha umas palavras escritas
modifiquei-as o quanto necessário
e deixo-as aqui em memória
que ontem uma amiga de amiga ficou viúva
e mais umas tantas partira...





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